Quiz de História: Alexandre, o Grande
Teste seus conhecimentos sobre Alexandre, o Grande — desde sua formação sob a tutela de Aristóteles e suas lendárias conquistas da Pérsia até a fundação de Alexandria e sua misteriosa morte na Babilônia. Você consegue conquistar todas as 15 perguntas?
Revisar perguntas e respostas
Abra esta seção depois de jogar para revisar cada pergunta, as respostas corretas e as explicações históricas.
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Qual famoso filósofo foi o tutor pessoal de Alexandre, o Grande, durante sua juventude?
Aristóteles
Aristóteles tutelou o jovem Alexandre entre aproximadamente 343 e 340 a.C., a pedido do pai de Alexandre, o rei Filipe II da Macedônia. Aristóteles ensinou a Alexandre filosofia, ciência, medicina e literatura, e teria lhe dado uma cópia anotada da Ilíada de Homero, que Alexandre carregou por todas as suas campanhas. Essa educação moldou profundamente a curiosidade intelectual de Alexandre e sua visão de espalhar a cultura grega.
Curiosidade: Aristóteles preparou uma edição especial da Ilíada para Alexandre, que ele guardava debaixo do travesseiro junto com um punhal.
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Qual era o nome do famoso cavalo de guerra de Alexandre, o Grande?
Bucéfalo
Bucéfalo era o amado cavalo de Alexandre, que ele domou aos 12 anos de idade, depois que outros haviam falhado. Segundo Plutarco, o jovem Alexandre percebeu que o cavalo tinha medo da própria sombra e o virou de frente para o sol, de modo que não pudesse mais vê-la. Bucéfalo carregou Alexandre em batalha por quase 20 anos, até morrer após a Batalha do Hidaspes, em 326 a.C.
Curiosidade: Alexandre fundou uma cidade chamada Bucéfala (no atual Paquistão) em homenagem a seu cavalo após sua morte.
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Com que idade Alexandre se tornou rei da Macedônia após o assassinato de seu pai, Filipe II?
20
Alexandre se tornou rei em 336 a.C., aos 20 anos, após o assassinato de seu pai, Filipe II, por um guarda-costas real chamado Pausânias durante uma celebração. Alexandre rapidamente consolidou o poder executando possíveis rivais e reprimindo revoltas nas cidades-estado gregas. Em menos de dois anos, ele havia atravessado para a Ásia para iniciar sua lendária campanha contra o Império Persa.
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Qual batalha de 331 a.C. foi a vitória decisiva de Alexandre sobre o rei persa Dario III, encerrando efetivamente o Império Aquemênida?
Batalha de Gaugamela
A Batalha de Gaugamela (também chamada Batalha de Arbela), travada em 1º de outubro de 331 a.C. no atual norte do Iraque, foi o maior triunfo tático de Alexandre. Apesar de estar em enorme desvantagem numérica — Dario III havia reunido talvez 100.000 soldados contra os 47.000 de Alexandre —, Alexandre explorou uma brecha na linha persa com uma carga decisiva de cavalaria diretamente contra Dario, fazendo o rei persa fugir. Essa vitória abriu o caminho para a Babilônia, Susa e Persépolis.
Curiosidade: Dario III mandou nivelar e limpar o campo de batalha de Gaugamela para dar a seus carros de guerra e cavalaria a máxima vantagem — mas as táticas de Alexandre os neutralizaram mesmo assim.
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O que Alexandre, o Grande, fez ao se deparar com o lendário Nó Górdio?
Ele o cortou com sua espada
Segundo a versão mais famosa da lenda, quando Alexandre encontrou o Nó Górdio em 333 a.C. na cidade de Górdio (na atual Turquia), ele simplesmente o cortou com sua espada. Uma antiga profecia dizia que quem desatasse o nó governaria toda a Ásia. Se Alexandre realmente o cortou ou usou outro método varia conforme a fonte antiga, mas a história se tornou uma metáfora duradoura para resolver problemas intratáveis com ação ousada e decisiva.
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Quantas cidades chamadas 'Alexandria' Alexandre fundou por todo o seu império?
Mais de 20
Alexandre fundou mais de 20 cidades chamadas Alexandria por todo o seu vasto império, que se estendia do Egito à Ásia Central e às fronteiras da Índia. A mais famosa é Alexandria, no Egito, fundada em 331 a.C., que se tornou uma das maiores cidades do mundo antigo e lar da lendária Biblioteca de Alexandria. Outras incluem Alexandria Eschate ('Alexandria, a mais distante'), no atual Tajiquistão, marcando a extremidade nordeste de suas conquistas.
Curiosidade: Acredita-se que a cidade de Kandahar, no Afeganistão, derive seu nome de 'Iskandariya', a forma árabe de Alexandria.
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Qual antiga capital persa o exército de Alexandre incendiou em 330 a.C., um ato que ele teria lamentado mais tarde?
Persépolis
As forças de Alexandre incendiaram o magnífico complexo de palácios de Persépolis em 330 a.C., a capital cerimonial do Império Persa Aquemênida. Fontes antigas debatem se foi um ato deliberado de vingança pelo incêndio ateniense provocado pelos persas em 480 a.C. ou um acidente durante um banquete regado a bebida. De qualquer forma, a destruição de Persépolis — um dos locais mais esplêndidos do mundo antigo — é frequentemente citada como o ato mais controverso de Alexandre.
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Qual foi a região mais oriental que o exército de Alexandre alcançou antes que suas tropas se recusassem a avançar mais?
O rio Hífase, na Índia (atual rio Beas, no Punjab)
Em 326 a.C., as tropas exaustas de Alexandre se amotinaram no rio Hífase (atual rio Beas), na região do Punjab, na Índia. Após oito anos de campanhas contínuas e milhares de quilômetros de casa, os soldados se recusaram a avançar mais para o interior desconhecido da Índia. Alexandre ficou furioso, mas acabou cedendo, e o exército iniciou seu longo e custoso retorno para o oeste.
Curiosidade: Alexandre teria chorado ao saber que havia mais terras a conquistar além da Índia — embora essa famosa anedota possa ser apócrifa.
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Em qual cidade Alexandre, o Grande, morreu em 323 a.C.?
Babilônia
Alexandre morreu em 10 ou 11 de junho de 323 a.C., no palácio de Nabucodonosor II, na Babilônia, aos 32 anos. Ele estava planejando novas campanhas — possivelmente na Arábia — quando adoeceu após um banquete prolongado. Ele desenvolveu febre alta e piorou ao longo de aproximadamente 10 a 12 dias antes de morrer. A Babilônia, que Alexandre pretendia tornar a capital de seu império, tornou-se, em vez disso, o local de seus últimos dias.
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Qual é a causa mais amplamente debatida da morte de Alexandre?
Doença natural (possivelmente febre tifoide agravada por outros fatores), embora envenenamento também tenha sido proposto
A causa da morte de Alexandre continua sendo um dos grandes mistérios médicos da história. Estudiosos modernos costumam sugerir febre tifoide, possivelmente agravada por consumo excessivo de álcool ou pela síndrome de Guillain-Barré, enquanto fontes antigas também mencionam envenenamento (possivelmente por vinho misturado com heléboro). Seus sintomas — febre prolongada, dor abdominal e paralisia progressiva — foram analisados por médicos ao longo de séculos, sem uma conclusão definitiva.
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Que termo descreve o período cultural que se seguiu às conquistas de Alexandre, caracterizado pela disseminação da cultura grega pelo Oriente Próximo e Ásia Central?
Período Helenístico
O Período Helenístico (323-31 a.C.) começou com a morte de Alexandre e durou até a conquista romana do Egito Ptolomaico. Durante essa era, a língua, a arte, a arquitetura e a filosofia gregas se espalharam por uma vasta região, do Mediterrâneo à Ásia Central, mesclando-se com culturas locais. O mundo helenístico produziu grandes avanços na ciência, na matemática e na filosofia, incluindo os trabalhos de Euclides, Arquimedes e Eratóstenes.
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O que aconteceu com o império de Alexandre após sua morte?
Seus generais (os Diádocos) travaram guerras de sucessão e o dividiram em reinos rivais
Após a morte de Alexandre, seus generais — conhecidos como os Diádocos (sucessores) — travaram guerras brutais pelo controle do império por mais de 40 anos. O império acabou se fragmentando em vários grandes reinos: o Egito Ptolomaico (sob Ptolomeu), o Império Selêucida (sob Seleuco, cobrindo a Pérsia e o Oriente Próximo) e a Macedônia Antigônida (sob os descendentes de Antígono). O próprio filho de Alexandre, Alexandre IV, foi assassinado ainda criança durante essas disputas de poder.
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Qual batalha de 334 a.C. foi a primeira grande vitória de Alexandre contra o Império Persa?
Batalha do Granico
A Batalha do rio Granico, em maio de 334 a.C., travada no noroeste da Ásia Menor (atual Turquia), foi o primeiro confronto de Alexandre contra as forças persas após atravessar o Helesponto. Alexandre liderou pessoalmente uma carga de cavalaria através do rio e quase foi morto — um nobre persa atingiu seu capacete com uma espada antes de ser abatido pelo companheiro de Alexandre, Cleito, o Negro. Essa vitória abriu a Ásia Menor à conquista macedônia.
Curiosidade: Cleito, o Negro, salvou a vida de Alexandre no Granico, mas anos depois Alexandre matou Cleito em um acesso de fúria embriagada durante uma discussão em um banquete — um ato que Alexandre lamentou profundamente.
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Qual foi o significado da visita de Alexandre ao Oráculo de Amon, no oásis de Siwa, no Egito?
O oráculo teria declarado que ele era filho de Zeus-Amon, reforçando seu status divino
Em 331 a.C., Alexandre fez uma perigosa jornada pelo deserto líbio para consultar o Oráculo de Amon no oásis de Siwa. O sacerdote teria saudado Alexandre como 'filho de Amon' (o equivalente egípcio de Zeus), o que Alexandre tomou como confirmação de sua origem divina. A partir desse momento, Alexandre passou a promover cada vez mais a ideia de sua própria divindade, o que tensionou as relações com seus companheiros macedônios, que viam isso como arrogância.
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Que política Alexandre adotou em relação aos povos e culturas que conquistou?
Ele promoveu uma fusão entre a cultura grega e as culturas locais, incluindo casamentos em massa entre seus soldados e mulheres persas
Alexandre seguiu uma política deliberada de fusão cultural entre as tradições gregas e locais. Ele adotou elementos da vestimenta real persa e da cerimônia da corte, nomeou persas para cargos de autoridade e organizou o casamento coletivo em Susa, em 324 a.C., no qual cerca de 80 de seus oficiais se casaram com nobres persas e medas. Embora essa política tenha disseminado amplamente a cultura grega, também irritou muitos veteranos macedônios, que a viam como uma traição às suas tradições.
Curiosidade: No casamento coletivo em Susa, o próprio Alexandre se casou com duas princesas persas — Estatira, filha de Dario III, e Parisátis, filha de Artaxerxes III — em uma única cerimônia.